sábado, 4 de fevereiro de 2012

Desapega

Esse tema anda muito em moda, mas se pararmos para pensar a respeito, vamos ver a importância dele em nossa vida.
Estamos sempre apegados a pequenas coisas, a pessoas até e principalmente, como se sem aquilo fôssemos ficar sem ar.
Mas, afinal, a única coisa sem a qual não podemos sobreviver somos nós mesmos.
O fundamental é sermos plenos e felizes com nós mesmos, independente de qualquer coisa ou pessoa.
Para isso precisamos saber quem somos, o que queremos e para onde vamos. Conhecer nossos valores e principios e simplesmente nos bastarmos. O resto é lucro.
E há que ter uma grande capilaridade no lucro, para que a perda de um, não abale a estrutura do todo.
O nível de exigência cresce? Sem dúvida; fica mais difícil? Claro que sim, mas e daí? Se está bom como estamos, pra que acrescentar alguma coisa que não seja ótima?
Perdeu um amor? encontre outro; perdeu um emprego? busque outro.
Se formos competentes e honestos naquilo que somos, fazemos e queremos, fica fácil.
É claro que há momentos em que temos que sofrer e devemos sofrer muito, mas sem deixar de sermos felizes. Há uma diferença grande entre sofrimento e infelicidade.
Surgiu um problema, pergunta asism: "que importância isso tem para a minha vida eterna?" Não tem? desapega!
E quando forjamos nossos desejos e valores, também devemos avaliar se aquilo que buscamos é temporário ou permanente.
E acima de tudo, temos que, definitivamente, entender que: fatos são fatos, são dados de realidade que efetivamente já são e a adaptabilidade é uma virtude do ser humano a ser cultivada, mas temos que escolher usá-la.
Tipo assim, se você tem que sair todos os dias para trabalhar no Rio de Janeiro, na hora do rush, de que adianta se estressar com engarrafamento? ele existe - ponto. Não é melhor colocar uma música para tocar, sorrir para a pessoa ao lado? Ser feliz apesar de?
E isso vale para todas as coisas na nossa vida.
Ser feliz é uma questão de escolha!
Então ... desapega e não se esqueça: sempre não é todo dia!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O perigo dos relacionamentos bem resolvidos

É claro que os sentimentos verdadeiros são eternos.
Mas só sabemos disso quando vamos até o fim.
O resto dos fatos da vida, devem seguir o curso da natureza, ou seja, devem ter início - meio - fim.
A maioria dos relacionamentos trazem sofrimento em suas rupturas, porque ultrapassamos o momento certo de parar, de acabar.
Caso contrário, as coisas vão se desgastando, a distância vai aumentando e vamos traindo todas as promessas feitas no início, até o desfecho doído, com a briga das culpas.
Tentamos aprender com nossos erros e buscamos a perfeição, também nas relações humanas.
Passamos a identificar o momento de ceder, de sufocar, de brigar e até de terminar.
E aí mora o perigo.
Existe aquela linha tênue num relacionamento o limite do fim.
Mas o que acontece quando não ultrapassamos esse limite?
Acabamos tendo um relacionamento perfeito na teoria, o que vira um fantasma na nossa vida.
Nunca mais encontramos aquilo que buscamos, porque nossas exigências vão ficando cada vez maiores.
Ficamos procurando pela relação perfeita, como a que tivemos um dia.
Será?
Será que foi perfeita aquela relação que acabou sem brigas, em amizade?
Nunca saberemos como teria sido se tivéssemos ultrapassado a barreira.
Nunca teremos certeza se seria bom até o fim, se seríamos capazes de superar as dificuldades, de passar pelas crises, de manter a cumplicidade e a intimidade tão difíceis de construir.
Mas ficamos imaginando que sim, que teria sido como num conto de fadas, mas que, por algum motivo que transcende nossa compreensão, não era pra ser.
Acabamos por questionar a razão misturada ao sentimento.
É uma coisa que não existe, deve-se apenas amar, sem medo de ser feliz ou de sofrer, apenas buscando, sem pressa, o encontro com aquilo que é mais verdadeiro, aquilo que transcende.
Não há receita, nem existem dois casos iguais.
É sempre a busca.
Enquanto há vida, há esperança e esperança é buscar.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Do que você se arrepende?

Hoje estava conversando com uma pessoa, daquelas que acham que sempre dá tudo errado e podia ser diferente.
Conversa vai, conversa vem, muito mais ouvindo que falando, em determinado momento ela disse "se arrependimento matasse.."
Em seguida perguntou: "do que você se arrepende na vida?"
Quando eu respondi: "De nada." ela comentou: "Fala sério..."
Mas não me arrependo, nem daquilo que deu errado.
Tenho dois pilares na vida: nunca perder a minha razão (mesmo quando erro. Uma coisa é errar, outra perder a razão) e nunca fazer alguma coisa que eu possa vir a me arrepender no futuro.
Até hoje não me arrependi.
Penso que o importante é sempre fazer o melhor que sou capaz. Ainda que o meu melhor não seja suficiente, mas que seja o máximo que sou capaz.
Com isso também aprendi a encarar minhas limitações, fraquezas e insucessos.
Experimento sempre, sem medo de me arrepender.
Tenho medo mesmo é de me arrepender daquilo que não fiz.
Por isso faço.
Falo mesmo que não escutem; amo mesmo que não seja amada; abraço, ainda que sozinha; mato as saudades, mesmo de quem não me quiser.
Quem quiser que se arrependa de não ter aproveitado.

sábado, 17 de setembro de 2011

Ficar triste é um saco ... mas faz parte.

Pois é, é um saco, mas faz parte.
Faz parte do crescimento, do amadurecimento, faz parte da vida.
Porque o paralelismo é uma realidade, são opostos que caminham juntos em perfeita simbiose: o bem e o mal; o preto e o branco; não há chegada sem partida, saudade sem presença.
A vida também é uma força da natureza e, como todas elas, é cíclica.
Há períodos em que estamos muito bem, outros muito mal.
Não vamos nos iludir, quem está sempre de bem com a vida, ou sempre zangado com ela, tem alguma coisa errada.
O importante é saber que nos momentos de baixa, de dor, ou de tristeza, não é hora de pensar, tomar decisões então, jamais.
É apenas o momento de sentir, sofrer e chorar, até esvaziar, porque tudo tem um limite.
E quando esse limite chega, é a hora de crescer, de sorrir, de brincar, de fazer uma grande reserva de energia, para quando a maré baixa voltar.
O principal nisso tudo é não perder o foco, tanto em alta quanto em baixa, visualizar sempre o ponto de equilíbrio.
É assim que podemos ser felizes sempre, seja o momento de alegria ou de tristeza.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Bom dia saudade

Bom dia e seja bem-vinda,
porque quem não tem saudade é quem não sente.
E pode ficar um pouco,
porque na saudade a gente lembra que tem história pra contar.
Fica mais um pouco,
pra lembrar que foi bom, porque o ruim não deixa saudade.
Mas já está quase na hora de ir embora,
porque saudade que fica muito, vira dor.
Tudo bem, pode doer, só um pouquinho,
porque se doer muito, foi história que não valeu a pena.
Não tem porque contar.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Tem de dia que é de noite

É interessante como a mente se protege,
como o coração se aquieta,
como o corpo se aquece
e a alma flui.

Combinação perfeita de bom e mau,
de certo e errado,
de claro e escuro,
de ser ou não ser.


Noite sem frio,
quarto que é ninho,
som de aconchego,
cheiro de chamego.

Dia de chuva,
lama e correnteza,
dor que afoga,
medo que sufoca.


Noite sem sono,
corpo sem dono,
mal de abandono,
aperto tamanho.

Dia de sol,
linha e cerol,
olhar que reluz,
um riso de luz.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Você

Com você,
Fui criança e virei mulher.
Brinquei, sorri, chorei, sofri e fui feliz.
Vivi uma vida intensa, cheia de tudo.
Cresci e amadureci.
Questionei cada passagem e conclui que valeu a pena.
Fui montanha e oceano.
Fui a pomba e a águia.
Fui a tempestade e o sol brilhando.
Não fui início e fim, mas um meio intenso.

Pra você,
Fui aquilo que de melhor pude ser.
Chorei suas lágrimas e escondi as minhas.
Sofri seus fracassos e comemorei seus sucessos.
Estive presente, mesmo ausente.
Conversei, mesmo distante.
Consolei e comemorei como se estivesse junto.
Torci pela felicidade, ainda que não estivesse presente.

Por você,
Sobrevivi.
Guardei o que de melhor havia em mim.
O amor intacto, a alegria pura.
O melhor e mais forte de quase tudo que cabia no coração.
E protegi a inocência e a pureza.
E cultivei um amor de verdade.
Para dar ou não, não importa.
Importa que sempre e quando a porta se abrir,
Ele estará ali, pronto para viver pleno e feliz.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Falando de amor, de saudade e de dor

Falar de amor ... é chover no molhado.
O amor é e é tudo o que precisa ser.
O que muda é a maneira de cada pessoa lidar com isso.
Existe amor intenso, amor-paixão, amor morno, amor doído, amor frenético, amor que só se sabe amor quando se vai.
E existe Amor, aquele que resiste, que fica.
Que chora e que ri, que faz sofrer e que faz feliz.
Amor que justifica tudo, que intensifica tudo.
Amor que faz a existência ser, que faz o ente florescer e crescer pleno.
Que pode-se, até facilmente, tirar da vida, mas que não deixa de existir e que só tem conforto se outro tão verdadeiro ocupar seu lugar.
Cada amor tem sua história, sua música, seus receios, seus trejeitos.
Para amar de verdade há que se amar a pessoa como ela é, o que ela é.
E aí vai grande parte da dor, porque, na maioria das vezes, amamos aquilo que esperamos que alguém seja e esquecemos que só podemos amar aquilo que cada um é.

E quando não dá certo?
É quando passamos pelos cinco estágios do sofrimento: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação.
No primeiro estágio, "isso não está acontecendo comigo", "não pode ser aquilo", "estão inventando isso", "tem alguma coisa que eu não estou vendo" - e arranjamos desculpas infinitas.
Depois, o ódio do mundo inteiro, de todos os homens (ou mulheres), que é o que nos dá forças, de certa forma, para seguir em frente (segundo estágio).
Até o momento em que começamos a sucumbir (terceiro estágio); "mas se eu mudar isso", "se eu aceitar aquilo" etc.
Esse é talvez o estágio mais difícil de ultrapassar, é quando fraquejamos e não raro acabamos por aceitar apenas o adiamento do sofrimento, porque a relação já está acabada a essa altura.
O quarto estágio - a depressão, é quase um bálsamo para essas ocasiões, quando sentimos pena de nós mesmos e acreditamos que temos todos os motivos do mundo para tal (e o mundo ajuda).
É quando podemos (e devemos) deixar toda a dor da perda vir à tona, sofrer e chorar muito, porque é preciso sofrer e chorar para ultrapassar a fase.
Mas afinal, o quinto estágio - a aceitação - existe?
É claro que tudo passa, a fila anda e a vida continua, mas de que forma "aceitamos"?
O ser humano tem a capacidade sublime de se adaptar, tem a mente poderosa que pode criar formas de fuga inimagináveis, tem o poder de criar novos conceitos e novas realidades, de forma a proteger o corpo e a própria mente daquilo que pode lhe ferir.
As pessoas realmente mudam, ou apenas identificam o que não é bom e conseguem controlar?
Por incrível que pareça, é mais fácil perder para a morte que para a vida, uma vez que a morte faz parte da vida, lá no fundo a gente já espera, mesmo sem querer encarar. Na realidade, quando nascemos a vida começa a acabar e a morte começa a chegar, então, de certa forma, estamos preparados para isso. Mas perder para a vida é diferente...
É um misto de sentimentos paradoxais. A sensação de perda, de incapacidade, de impotência, de fracasso, ao mesmo tempo, quando buscamos a culpa alheia, é uma forma de provarmos a nós mesmos que fomos melhores e fizemos tudo certo, não deu certo, mas não foi por nossa causa.
Tem que dar muita sorte para achar um substituto da dor, ou realmente aceitar a dor e conviver com ela.
Em algum momento, vamos aceitar, seja lá como for, mas em alguma ocasião vamos lembrar daquele amor, que não passou e não passa nunca.
Depende de cada um como vai ser essa lembrança, porque é exatamente nessa hora que vem a verdadeira saudade, a saudade que dói, a saudade que vem com todas as suas verdades, aquelas que vimos e também as que não vimos.
A saudade que caberá a cada um fazer com que seja boa (saudade de todas as coisas boas que se viveu e a oportunidade de tê-las vivido), ou apenas a saudade doída daquilo que não se teve.
Independente do tipo, saudade dói, faz chorar e faz querer mais um pouquinho. É a vida!
Na dúvida, o melhor é sempre aproveitarmos, o mais intensamente possível, cada pequeno momento feliz que a vida nos proporciona, seja com amores, com amigos, com a família, com certeza eles serão o alicerce para um futuro feliz e bem resolvido.

domingo, 22 de maio de 2011

Quem são os ídolos?

O mundo inteiro idolatra as celebridades e gostaria de ser uma. Mas pensando bem, o preço que elas pagam pelo sucesso é muito alto: perdem a liberdade de ser.
Isso porque não separamos o criador da criação.
Quantas pessoas passam a detestar seus ídolos, após algum erro humano que eles cometem?
Quantos perdem sua credibilidade por uma frase mal colocada?
Mas o que é afinal o ídolo?
Para mim, são as músicas de Cazuza e não o ser desprezível que ele foi.
São as performances do George Michel, independente da opção sexual dele.
São as canções do Elton John, não importa quão antipático ele seja.
E por aí vai.
O que significa o fato de termos uma rosa "dada" pelo Roberto Carlos, ou uma camisa "autografada" pelo Ronaldinho?
Gente, eles não fazem a menor idéia de quem nós somos, nossa vida não muda em nada por isso.
É puro fetiche!
E por essa mistura de conceitos, os famosos têm tamanho efeito sobre as pessoas, efeito esse muitas vezes perigoso.
Os jovens quando escolhem seus ídolos, tendem a seguir o modo de vida deles e não apenas sua arte.
Os ídolos são apenas seres humanos, que têm muito a aprender também.
Estou assistindo agora, Eric Clapton, Mark Knofler, Paulo McCartney, Sting, Elton John e Phil Collins tocando juntos. Vou me preocupar se eles foram usuários de drogas, se são homosexuais, se estiveram envolvidos em algum escândalo etc?
Pouco me importa, meus ídolos são aqueles ali no palco, as pessoas por trás de cada um deles, não me interessa saber, não preciso saber.
Só preciso saber das pessoas que estão perto e me importam, os ídolos ... são apenas arte.

sábado, 7 de maio de 2011

Feliz Dia das Mães - a todas as mulheres

É, a todas as mulheres.
Àquelas que são, àquelas que serão, àquelas que nunca saberão, mas acabam por saber.
Porque todas somos mães.
Mães de nossos filhos, mães dos filhos alheios, de nossos maridos ou namorados, nossos irmãos, nossos sobrinhos e até de nossos pais.
Somos mães de nossos alunos e de nossos amigos.
Somos mães quando educamos, quando divertimos, quando ouvimos, quando aconchegamos, quando abraçamos ou repreendemos, quando somos o ombro amigo, ou a gargalhada companheira.
Ser mãe é dar amor, seja lá como for.
É uma coisa que só a mulher é capaz.
Por isso, neste dia, Feliz Dia das Mães a todas as grandes mulheres que conheço.
Esta é minha homenagem a vocês.
Que vocês compreendam que SÃO e que tudo podem.
Que vocês saibam que são a engrenagem do universo de cada uma.
Que vocês percebam que a vocês cabe a responsabilidade de manter o equilíbrio e a harmonia, porque ninguém mais é capaz.
Que aprendam que a felicidade é uma escolha.
Que a verdade dói, mas não machuca.
Que a temperança é um dom que se pode cultivar.
Sem falar na sabedoria, que se manifesta desde a infância e se amplia à medida em ganham experiência.
A compreensão, a ternura, a fraternidade, a amizade.
Qualidades que só a mulher consegue reunir ao mesmo tempo.
A vocês, grandes mulheres da minha vida, sejam da família, sejam amigas, sejam até amigas distantes, ou conhecidas que em algum momento foram importantes para mim, PARABÉNS e obrigada por terem feito parte da viagem da minha vida.